A Chave para a Teosofia, de Helena Blavatsky

Atualizado: 1 de jan. de 2021

PREFÁCIO DA AUTORA (HPB)


PREFÁCIO DA AUTORA (HPB)

O propósito deste livro está explícito em seu título, A Chave para a Teosofia, e requer apenas poucas palavras de explicação. Não é um texto completo ou exaustivo sobre Teosofia, mas apenas uma chave para abrir a porta que conduz ao estudo mais profundo.

Traça as linhas gerais da

Religião-Sabedoria, e explica seus princípios fundamentais.

Enfrenta, ao mesmo tempo, as várias objeções levantadas pelo pesquisador ocidental mediano, e busca apresentar conceitos não-familiares de uma formação simples e em uma linguagem tão clara quanto possíve1.

Que este livro conseguisse tornar a Teosofia inteligível sem qualquer esforço mental da parte do leitor seria expectativa demasiada; mas espera-se que a obscuridade ainda nele restante seja devida ao pensamento, e não à linguagem; à profundidade, e não à confusão.

Aos de mente preguiçosa ou obtusa, a Teosofia tem de permanecer um enigma; pois no mundo mental, assim como no espiritual, o homem tem de progredir por seus próprios esforços. A autora não pode se incumbir de pensar pelo leitor, nem este obteria qualquer proveito se isso fosse possível.

A necessidade de uma exposição, tal como a presente, desde há muito se faz sentir entre aqueles que se interessam pela Sociedade Teosófica e seu trabalho, e espera-se que forneça informações, tão livres de tecnicismos quanto possível, àqueles cuja atenção foi despertada, embora até agora estejam meramente intrigados, e não convencidos.

Tomamos alguma precaução em separar, até certo ponto, o que é verdadeiro do que é falso nos ensinamentos espíritas*, no que concerne à vida post-mortem, e em mostrar a verdadeira natureza dos fenômenos espíritas.

Nota *: Nos tempos de Blavatsky, o "Espiritismo" europeu e americano era muito diferente daquele praticado hoje no Brasil. Era o que se conhecia na época por "espiritualismo", e seus seguidores eram chamados "espiritualistas", termos mais amplos e mais abrangentes nos dias de hoje. (N. ed. bras.)

Explicações anteriores sobre esse assunto provocaram muita indignação contra esta autora por parte dos espíritas que, assim como muitos outros, preferem acreditar antes no que é agradável do que no que é verdadeiro, ficando muito irritados com quem quer que venha a destruir uma agradável ilusão. Durante o ano passado [1888], a Teosofia foi o alvo de todo tipo de ataque pernicioso por parte do espiritismo; como se os possuidores de uma meia-verdade sentissem maior antagonismo pelos possuidores da verdade inteira, do que aqueles que não possuem qualquer fé da qual possam se vangloriar.

A autora deve os mais sinceros agradecimentos a muitos teósofos que enviaram sugestões e perguntas, ou que de alguma maneira contribuíram com seu auxílio durante a redação deste livro.

A obra será ainda mais útil devido ao seu auxílio, e essa será sua melhor recompensa.

H.P.B. /1889.






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